Para os Pioneiros, o primeiro ponto para ter a Especialidade do Jornalismo é identificar "diferentes géneros jornalísticos", e é por aí mesmo que irei começar.
Primeiramente, o que é o jornalismo? O jornalismo é o ato de coletar, investigar e analisar informações para que no fim se possa criar relatórios com as mesmas. A esses relatórios damos geralmente o nome de "notícias". Existem bastantes meios de transmitir notícias: Televisão, Internet, jornais, rádio, etc...
Mas existem também diferentes tipos de jornalismo! Aqueles que irei salientar serão a reportagem, entrevista e crónica, por esta ordem. Existem muitos outros, mas eu decidi explicar e exemplificar os exemplos que me foram dados.
O primeiro na lista é a reportagem. A reportagem é o meio mais comum de jornalismo. Para este tipo de jornalismo, é necessário coletar, investigar e analisar as informações para criar notícias, e poderá ser escrita ou falada. Normalmente, as reportagens relatam um acontecimento (mas existem exceções), e para a reportagem ter uma qualidade razoável, será necessário fazerem-se algumas questões. Essas questões são "O quê?", "Onde?", "Quando?", "Quem?" e "Porquê?".
Vou dar o exemplo de uma notícia acerca da banda que me encontro a ouvir enquanto escrevo este mesmo texto: https://musica.uol.com.br/noticias/reuters/2017/03/24/banda-virtual-gorillaz-volta-em-abril-com-disco-novo.htm
Então, após ler a reportagem, vamos responder às questões que referi acima:
"O quê?" - Um novo álbum.
"Onde?" - O álbum vai ser apresentado num sítio serceto em Londres.
"Quando?" - A 26 de abril de 2017.
"Quem?" - A banda virtual Gorillaz, liderada pelo vocalista dos Blur, Damon Albarn.
"Porquê?" - Porque é no Gorillaz que Damon Albarn pode fazer o que quiser, coisa que não acontece nos Blur.
Agora, falarei acerca do segundo tipo: Entrevista. Numa entrevista, é necessário coletar, investigar e analisar a informação antes da entrevista, mas em vez de se fazer uma reportagem, são feitas perguntas para fazer ao entrevistado. A partir das respostas do entrevistado, haverá mais informação para ser transmitida para os leitores/ouvintes/telespetadores. Normalmente, entrevista-se alguém que vai fazer algo importante ou que fez algo importante, ou alguém entrevistado para que se possa ter a opinião desse indivíduo acerca desse assunto, mas nem sempre é assim. O exemplo que vou dar agora é uma entrevista a Cristiano Ronaldo: http://www.lux.iol.pt/nacional/moda/cristiano-ronaldo-entrevista-exclusiva-sobre-futebol-vida-e-estilo
Neste caso, as perguntas são feitas para que Cristiano Ronaldo expresse a sua opinião acerca de variados temas relacionados ao futebol, à vida e ao estilo, pois a revista que o entrevista é especializada nesse assunto, entrando na categoria a que chamamos "revistas cor-de-rosa". Alguns exemplos de perguntas com o objetivo de fazer com que Cristiano expresse a sua opinião e gostos são "Qual o seu estilo de música?" e "Qual o conselho que dava a um jovem que estivesse agora a começar a sua carreira futebolística". E Cristiano Ronaldo respondeu às questões, dando assim as respostas que o jornalista procurava.
Saliento agora, por fim, a crónica. A crónica é uma maneira mais detalhada de narrar uma notícia, e geralmente conta com a opinião do jornalista. As questões "O quê?", "Onde?", "Quando?" e "Porquê?" existem também neste tipo de jornalismo.
Dentro do género da crónicas, existem subgéneros, entre eles a crónica humorística. O exemplo que desta vez irei-vos fornecer é uma crónica de Ricardo Araújo Pereira, intitulada de Aqueles Bonecos Azuis: http://visao.sapo.pt/opiniao/ricardo-araujo-pereira/aqueles-bonecos-azuis=f618945
Vamos começar por responder às quatro perguntas:
"O quê?" - Os estrumpfes são agora conhecidos como "Smurfs".
"Onde?" - Em Portugal.
"Quando?" - Não se sabe ao certo quando começou, mas ainda continua.
"Porquê?" - Porque as multinacionais decidiram que seria melhor que os potugueses tratasses os estrumpfes pelo nome "Smurfs".
E aqui podemos também ver a opinião do cronista, que discorda com esta mudança, ainda mais quando os espanhóis dão-lhes a "ignóbil designação de pitufos", e podemos também verificar algum humor, como por exemplo quando ele diz "Não, multinacionais: não me vegarão. Nem vocês nem o tempo. Os estrumpfes serão sempre estrumpfes! E o Capri Sonne não sabe a abrasivo sanitário de eficácia comprovada na remoção do calcário da sanita. Aquilo é laranja. Laranja!".
Na minha opinião, o meu tipo de jornalismo favorito são as crónicas. Considero-as mais dinâmicas e mais divertidas, além de ter também a opinião do jornalista, muitas das vezes, o que é algo que eu aprecio bastante, pessoalmente. Mas de qualquer das maneiras, ser informado é o que interessa. Saber o que se passa à nossa volta é algo de extrema importância, para que não sejamos incultos e ignorantes, como acontece no caso de muitos indivíduos que não aparentam se importar com o mundo no geral. Afinal, que mal faz ter mais conhecimento?